Nenhuma proposta de resolução sobre o Plano de Estabilidade que o governo apresentou teve maioria para ser aprovada pelo parlamento. Com o...

Nenhuma proposta de resolução sobre o Plano de Estabilidade que o governo apresentou teve maioria para ser aprovada pelo parlamento.
Com os socialistas a votarem contra todos os textos apresentados, a maioria de esquerda uniu-se para votar contra a resolução do PSD, que defendia “um outro caminho” e do CDS, que defendia mesmo que a Assembleia da República devia recusar o Plano.
PS e direita juntaram-se para chumbar os projetos de resolução do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista, mais duros com a União Europeia.
A resolução dos comunistas teve os votos favoráveis do Bloco e do partido irmão “Os Verdes”. Já os comunistas não foram tão complacentes com o texto do Bloco, que apenas teve os votos favoráveis dos deputados bloquistas. PCP, PEV e PAN abstiveram-se apenas.
Voltou a reconstituir-se a maioria de esquerda para chumbar uma recomendação do CDS que defendia que o governo deveria adotar “um conjunto de medidas que permitam colocar Portugal numa trajetória sustentada de crescimento económico e emprego”.
A apresentação do Plano de Estabilidade, onde o governo reviu o défice de 2018 de 1,1% para 0,7%, causou grandes protestos dentro dos partidos que o apoiam, nomeadamente no Bloco de Esquerda. Tanto Catarina Martins, líder do Bloco, como Mariana Mortágua, uma das suas dirigentes mais conhecidas, fizeram críticas duríssimas ao governo que se comportou, na opinião de Mortágua, com uma atitude de “minoria absoluta”. O vendaval foi passageiro. Nenhum dos partidos que compõem a geringonça está disponível para quebrar o laço que os une desde novembro de 2015.
by Jornal i via Jornal i
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